segunda-feira, 26 de maio de 2014

Missão italiana trata sobre produção de azeite de oliva na região

A comitiva vem à região para acompanhar a implantação de novos pomares de oliveiras nos municípios integrantes do projeto Olivais do Pampa. Esta é a terceira vez que os italianos vêm a Bagé.
Na manhã de ontem, o prefeito Luís Eduardo Dudu Colombo dos Santos recebeu a equipe. "Este é um programa que contribuirá com o desenvolvimento da nossa região. Estamos nos apropriando deste tema e trabalhando integrados com o governo do Estado, pois existe a necessidade de diversificar a matriz produtiva. Além disso, já temos empreendedores apostando na olivicultura", afirmou.
Esta visita visa à troca de informações para iniciar a produção de azeite de alta qualidade utilizando as variedades de azeitona frantoio, coratina e leccino. "Já temos 25 hectares de oliveiras plantadas em Bagé. A cada ano este número se expande cada vez mais. Neste ano, devem ser aumentados 30 hectares na cidade e 150 na região", destacou.
Conforme o secretário municipal do Desenvolvimento Rural, Emerson Menezes, o governo está trabalhando para instalar uma agroindústria voltada para o beneficiamento da produção dos olivais. "É uma atividade rentável e que vem para se somar a agricultura e a pecuária. Esta é a parte final do programa", completou.
A missão técnica iniciou com a palestra sobre os aspectos técnicos na implantação de Olivais, onde a italiana Daniela Farinelli da Universidade de Perugia justificou a escolha de certas áreas e tipos de oliveiras que se adaptariam melhor nas localidades. Ela também lembrou o início da missão que iniciou em 2011 para ver se a região tinha condições de receber os olivais. "Desta vez, estamos aqui para ajudar na implantação em diferentes locais da região que tem um potencial muito grande para desenvolver esta cultura", salientou.
 
Primeira unidade em Bagé
 
A primeira localidade a ser implantada a unidade do Programa Brasil Próximo desta etapa em Bagé, foi a Vista Alegre na propriedade do produtor rural Roberto Brendler, no final da manhã de ontem. "Aderi o programa porque decidi diversificar a matriz produtiva, pois já tenho uma plantação de oliveiras, e também cultivo outras culturas, bem como, a pecuária. Quero aumentar a minha renda e com a assessoria de técnicos do programa tenho certeza que esta atividade na minha propriedade irá avançar. Eles vão contribuir com a transferência de tecnologias", destacou Brendler.

Azeite português recebe 19 medalhas de ouro e 6 de prata em concurso internacional

O concurso Olive Japan International Extra Virgin Olive Oil Competition, distinguiu 16 marcas portuguesas de azeite com medalhas de ouro e 6 com medalhas de prata. Os 14 melhores azeites do mundo distinguidos nesta competição pertencem à Austrália, Itália e Espanha.
A marca portuguesa Gallo recebeu um total de 4 medalhas, 3 de ouro e uma de prata. As medalhas de ouro, segundo um comunicado da Azeite Gallo, foram atribuídas aos azeites:
"Gallo Azeite Novo 2013/14", "Gallo Colheita ao Luar" e "Gallo Reserva". A de prata foi para o "Gallo Grande Escolha".
Para a a empresa esta distinção "revela mais uma vez o reconhecimento da qualidade e do expertise da marca Gallo na produção de azeites de complexidade e qualidade distinta. Isto depois de terem sido reconhecidos no New York International Olive Oil Competition e no Concurso Mário Solinas".

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Oliveira da Serra Lança Azeite para fritar

A Oliveira da Serra lança hoje uma nova campanha para promover o Oliveira da Serra Azeite Fritar, o novo produto da marca.
Da autoria da McCann, a nova campanha da Oliveira da Serra tem como assinatura “Torna o simples em especial”. A marca pretende levar os portugueses a experimentarem este novo produto, criado para reforçar o sabor original dos alimentos quando fritos, conferindo-lhes um toque a azeite.
«Inovar faz parte do ADN da marca e por isso não podíamos ficar parados. Este novo Oliveira da Serra para Fritar, o primeiro azeite no mercado português especialmente desenvolvido para fritar, reforça a liderança em inovação da marca, que é também líder de mercado em Portugal», refere em nota de imprensa Isabel Roseiro, strategic marketing manager da Oliveira da Serra.
A nova campanha está disponível nos canais generalistas de televisão e cabo, internet, exterior e em ponto de venda.

Cultivo de oliveiras ganha força nas lavouras do Rio Grande do Sul

Cerca de 75 produtores estão cultivando oliveiras no Rio Grande do Sul. A estimativa de colheita já chega a 350 toneladas de azeitona e de uma produção de aproximadamente 45 mil litros de azeite de oliva. Segundo a Emater, em 2005 apenas três produtores investiam na plantação no estado, em um total de 10 hectares cultivados. Atualmente são 1,2 mil hectares.
Em Pinheiro Machado, na Região da Campanha, está localizada uma das maiores propriedades com produção de oliva no Rio Grande do Sul. São 42 mil pés plantados em 120 hectares. A expectativa do produtor e empresário Luiz Eduardo Batalha é colher pelo menos 80 mil quilos da fruta. Na propriedade, 70% da produção é destinada a fabricação de azeite de oliva. O restante será de azeitona de mesa.
No local também funciona uma indústria de preparo de azeite. As frutas são colocadas em aparelhos específicos, lavadas e têm as folhas retiradas. Depois, as azeitonas são moídas e um outro aparelho extrai o líquido para a separação da água e do azeite. O processo termina com o azeite pronto para consumo e necessita do apoio de apenas um funcionário.
Batalha conta que as plantas estão com uma média de três anos e quatro meses de idade e com uma produção de cerca de 12 quilos por pé. “Nosso projeto é atingir 300 hectares. Não vamos parar até lá”, afirmou.
O cultivo de azeitona pode complementar a renda de pequenos e médios produtores, possibilitando a integração da criação de ovelhas com as plantações de oliveiras na região. Segundo o pesquisador da Embrapa Enilton Coutinho, 80% dos produtores gaúchos de azeitona estão na região Sul e a rentabilidade tem chamado a atenção. “Existe um mercado totalmente aberto para o azeite. O Brasil importa a totalidade desse produto, que faz muito bem pra saúde”, explica. Ele também diz que o produtor pode conseguir uma renda líquida de aproximadamente R$ 20 mil por hectare.

Dois azeites portugueses entre os melhores do mundo

Dois dos melhores azeites do mundo são portugueses. Duas marcas nacionais foram reconhecidas com as mais altas distinções num concurso internacional de azeites, o Prémio Mário Solinas.
Todos os anos realizam-se os prémios de qualidade do Conselho Oleícola Internacional (COI), a mais importante cerimónia deste sector, que distingue azeites de todo o mundo em quatro categorias diferentes: Verde Intenso, Verde Médio, Verde Ligeiro e Maduro.
O azeite da Casa Agrícola Roboredo Madeira e o da Sociedade Agrícola Vale de Ouro, mais conhecido por Azeite Oliveira da Serra, foram os dois azeites portugueses que “brilharam”, saindo distinguidos com a medalha de ouro nas categorias Verde Médio e Verde Ligeiro, respectivamente.
Os outros dois primeiros lugares, o de Verde Intenso e Maduro, foram para azeites espanhóis.
Este ano estiveram a concurso 138 azeites provenientes de diferentes países: Alemanha, Argélia, Israel e Uruguai, todos com um azeite a concurso; o Chile, o Irão e Itália com dois; a Turquia com três; a Grécia e a Tunísia com seis; Portugal com 38 e Espanha com 75.
Portugal foi ainda distinguido com o segundo prémio na categoria de Verde Médio para o azeite Gallo; e com o segundo e terceiro prémio na de Verde Ligeiro com o azeite da Elosua e o da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços, respectivamente.
Os azeites apresentados a concurso foram avaliados por um painel de jurados reconhecido pelo COI, de onde foram seleccionados seis finalistas. Estes foram apresentados a um júri internacional, responsável por encontrar o top 3de cada categoria. Este painel teve em conta uma série de características, tais como as sensações olfactivas e gustativas bem como a harmonia, a complexidade e a persistência do azeite.
A cerimónia de entrega dos Prémios Mário Solinas irá ocorrer no dia 5 de Junho na sede do Conselho Oleícola Internacional, em Madrid, Espanha.

* Pesquisa mostra que azeite extravirgem nacional tem características similares aos importados


Estudos desenvolvidos na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp e pelo Departamento de Química Analítica da Universidad de Granada, na Espanha, mostram que o azeite de oliva extravirgem brasileiro, produzido ainda de forma restrita, exibe características similares aos produtos importados. Recomendado pelos benefícios que traz à saúde, o consumo do azeite extravirgem vem aumentando no Brasil, embora os custos de importação restrinjam a sua utilização.
O azeite de oliva extravirgem é altamente recomendado por seus benefícios à saúde humana. Pesquisas na área médica atribuem a ele importante papel na prevenção de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. Entre os principais responsáveis por estes efeitos destacam-se o elevado teor de ácido oleico, que diminui o colesterol “ruim”, e a presença de compostos antioxidantes, que agem como sequestradores de radicais livres.
O químico industrial de alimentos Cristiano Augusto Ballus, que realizou a pesquisa no Brasil, começou o estudo com azeites de oliva importados e encontrados nos supermercados, com o objetivo de caracterizar tanto qualitativamente como quantitativamente os antioxidantes neles presentes.
Durante a realização desta primeira fase do trabalho, Cristiano se deu conta de que no Brasil estava-se tentando produzir azeite de oliva extravirgem, o que o interessou muito diante da possibilidade de se chegar a um produto nacional de menor custo e acessível a um mercado consumidor maior. Embora ainda não comercializados em escala, estes azeites produzidos no Brasil começaram a aparecer em alguns pontos de venda de Minas Gerasis e Rio Grande do Sul.
Cristiano considera que a produção experimental de azeite de oliva extravirgem no Brasil vem apresentando resultados promissores, de maneira a viabilizar uma futura produção em escala industrial.
– É de fundamental importância caracterizar a composição química destes azeites de oliva nacionais, pois suas qualidades estão diretamente atreladas às diversas classes de componentes químicos que os devem constituir. Isto me levou a esta pesquisa – diz Cristiano.
Ao repetir com os azeites nacionais as análises feitas nos importados, o pesquisador constatou que os teores desses compostos são muito similares aos encontrados em azeites de oliva dos países da Europa e Argentina, também uma grande produtora de azeite de oliva.
– A análise de compostos presentes nos azeites de oliva extravirgem produzidos no Brasil será de fundamental importância na determinação de suas qualidades, permitindo aquilatar se os produtos obedecem às diretrizes nacionais e internacionais – aponta o pesquisador.
De acordo com Cristiano, a pesquisa permite, ainda, diferenciá-los dos azeites de oliva provenientes de outros países e leva à construção de uma identidade para os azeites de oliva produzidos nos diferentes Estados brasileiros. Possibilita ainda avaliar de que forma a localização geográfica, as características climáticas, as condições de solos e outros fatores alteram sua composição.
Para o pesquisador, o próximo passo será determinar se as características sensórias dos azeites de oliva brasileiros que se revelarem promissores são adequadas à sua comercialização.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Castelo Canena volta ao básico com o lançamento do primeiro mundo biodinâmica EVOO premium

Falar Canena Castelo Olive é falar de inovação, criatividade e trabalho duro. A família tem gerações anos dedicados a azeitonas e azeite de oliva, um link especial que referências escritas são preservados desde 1780, embora nos últimos anos têm dado um impulso à sua empresa de modernização que lhes permitiu registrar um crescimento espetacular em gourmet mercado produtos.
Pode ser esta vasta história que tem a companhia da família, que os empurra de volta para as origens do produto, a terra. Ciente de que, antes de tudo, são os olivicultores aprenderam a centrar a sua atenção e cuidado neste árvore antiga e seu fruto como a única maneira de obter um suco de qualidade consistente.
Na verdade, o primeiro diferencial Canena Castle é que eles fizeram uma conversão para olival orgânico da Produção Integrada em uma área de altitude moderada, solo rico, perfeitamente acessível e arável e atuando em uma plantação irrigada. Esta transformação foi feita de forma voluntária, de pensativo e consciente, em um projeto de longo curso abrangente e ambicioso que visa obter novos óleos de alto valor que atendam aos requisitos de seus clientes mais exigentes, e um componente de P & D + i elevado.
Portanto, a obtenção do certificado de exploração na agricultura biológica em outubro de 2011, foi apenas o primeiro passo para acessar o certificado Demeter, concedido pela Associação Espanhola de Agricultura Ecológica, assegurou-lhes que a produção do primeiro azeite biodinâmico alta fim do mundo.
 
Proteger o ecossistema
Após a obtenção do certificado Demeter, Canena Castelo passou por um período de adaptação de três anos, durante o qual eles foram vitoriosas dezenas de auditorias concluir com sucesso o processo no ano passado. Sem mencionar o treinamento necessário trabalho, educação e conscientização de que eles tinham que levantar a equipe da empresa para alcançar com êxito os objetivos da criação do primeiro mundial de petróleo biodinâmica.
O conceito de "biodinâmica" se refere a uma cultura que busca integrar e completa harmonia com o ecossistema que existe em torno dele e do próprio cosmos. A mão do homem deve alterar habitat tão pouco quanto possível, enriquecer e melhorar. A "fazenda biodinâmica" deve ser auto-suficiente, criando um círculo virtuoso em que todos os produtos e resíduos da agricultura para tornar-se incorporada ao solo, tornando-se, por sua vez gerando vida. Muito poucos elementos externos que podem ser incorporados na agricultura.
Como em outras formas de agricultura orgânica, fertilizantes artificiais e agrotóxicos e herbicidas são estritamente proibidos. A agricultura biodinâmica é diferente de outros tipos de agricultura biológica no uso de preparações à base de plantas e minerais, tais como aditivos de compostagem e sprays de campo e da utilização de um cronograma de plantio focado no movimento das estrelas.
Com base na coexistência de floresta natural bosque florestal, a empresa tem várias espécies nativas replantadas lugares que enriquecem o solo e biodiversidade. Também produzir seu próprio adubo, e seus preparados biodinâmicos que ajudam a fertilizar a terra e um desenvolvimento natural da oliveira. Este, de acordo com o calendário biodinâmico, poda, irrigação, aplicação de adubo e coleta de frutas.
Animais são fundamentais neste ciclo, especialmente ovinos, cujo esterco é utilizado para a produção de adubo e cobertura do solo. Simultaneamente, a presença de abelhas, colocando os painéis exaustivamente demonstra que não usando qualquer tipo de inseticida. Eles também têm os seus próprios lacewings agrícolas, inseto predador que desempenha com grande sucesso praga endêmica de oliveiras.
 
Castelo Canena Picual Biodinâmico
O resultado deste processo meticuloso é Biodinâmico Picual Canena Castelo , clorofila suco verde com um alto conteúdo de polifenóis e uma alta porcentagem de antioxidantes.
Ervas e vegetais de plantas notas dominar este óleo fresco, vivo e expressivo. Persistente na boca, folha de oliveira, alface e alcachofra em primeiro plano, para dar lugar a frutas frescas, tomate e um toque doce para banana verde e maçã madura. Nele, amargo e picante, com adstringência reminiscência de cardo alcachofra e cáqui estão bem integrados.
 
Parceria com o IFAPA
Devido à falta de conhecimento sobre agricultura biodinâmica, o Instituto Andaluz de Pesquisa Agropecuária e Treinamento, Pesca Alimentos e Produção Orgânica (IFAP) tem mostrado grande interesse em estudar cientificamente e analisar os resultados deste tipo de práticas agrícolas . Por isso, este órgão do governo assinou uma parceria de três anos com duração Castelo Canena durante o qual a cobertura Instituto formação técnica e científica e vai dar uma pista muito perto de como evoluir árvores e óleos obtidos a partir deles .
 
Um ato de generosidade
Também Canena Castelo está a desenvolver iniciativas de colaboração com base em projetos agrícolas e de abastecimento de água com a equipe da missão Comunidade Missionária de São Paulo Apóstolo, a Fundação Selles Xavi Cabot e os agricultores locais em Lake Turkana (Kenya) no projeto "Terra à Terra."
Através desta nova parceria, Castelo Canena e Comunidade Missionária de São Paulo vai doar 50% do valor de 1 euro para cada pacote vendido para Castelo Canena Picual Biodinâmico para uma das áreas mais pobres do planeta, Lago Turkana, com promover a construção de reservatórios de água e para o desenvolvimento da agricultura sustentável para que possam melhorar sua qualidade de vida. Este "tentar retornar para a terra menos favorecidos algo que nos dá a terra mais rica", assegurou Mercacei Vano Rosa, Diretor Comercial e de Marketing da Juice Castelo Canena Olive.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Globo Rural mostra cultivo da oliveira e produção de azeite no Brasil

Sul de Minas desenvolve técnicas de adaptação da oliveira ao Brasil.
Programa mostra o transporte, via ferrovia, da safra de milho e soja.
O Globo Rural deste domingo (13) mostra como é o cultivo da oliveira na Espanha, maior produtora mundial de azeitona, e em fazendas de São Paulo e Minas Gerais.
Em Maria da Fé, cidade do sul de Minas, já existe uma indústria de azeite e um centro da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPMIG), que desenvolve técnicas para a adaptação da oliveira ao Brasil. O repórter Ivaci Matias acompanha uma prova de azeites brasileiros em Piracicaba (SP).
E ainda, o repórter Luiz Patroni traz uma reportagem sobre o transporte, via ferrovia, da safra de grãos (milho e soja), em Mato Grosso. O trem já é usado para transportar 75% da produção exportada pelo porto de Santos, mas há algumas limitações. Os terminais ferroviários estão no Sul do estado e, para chegar até lá, os grãos ainda fazem longas viagens de caminhão. Além disso, existem reclamações em relação ao preço do frete.

O ‘Globo Rural’ vai ao ar aos domingos, logo após ‘Pequenas Empresas & Grandes Negócios’, e de segunda a sexta, após o ‘Telecurso’.O Globo Rural vai ao ar aos domingos, logo após o programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e de segunda a sexta-feira, após o Telecurso. Consulte a programação atualizada.

Maior produtor de azeite do mundo, Espanha investe nas oliveiras

Brasil é um dos maiores compradores do azeite espanhol.
Produtos são de alta qualidade e têm selo de denominação de origem.
O nome científico Ólea européa faz referência ao óleo extraído de seus frutos e também ao continente onde a oliveira é mais cultivada. A Espanha é o maior produtor mundial do azeite e uma das principais cidades é Monterrubio de la Serena, que fica no sudoeste da Espanhae é cercada por plantações. Fica na comunidade autônoma de Estremadura, que faz fronteira com Portugal.
Os campos de solos pedregosos sustentam oliveiras centenárias, que produzem uma média de 50 quilos de azeitonas por planta.
Duas variedades são dominantes: a picual e a hojiblanca e cada uma produz um tipo de azeite. A produção se assemelha à do vinho, onde cada variedade de uva dá uma bebida com sabor diferente.
Nessa região, as videiras dividem espaço com as oliveiras porque o calor do verão e o frio rigoroso do inverno favorecem o desenvolvimento. Entretanto, o técnico agrícola Antônio Fernandez explica que, na prática, as duas culturas caminham separadas.
Quem produz azeitonas se dedica exclusivamente a essa cultura, como é o caso do senhor Julian Torres, que fica entusiasmado ao falar de suas plantas. Ele cultiva oito hectares, que recebeu de herança dos pais e que, por sua vez, herdaram as terras dos avós.
Julian mostra uma árvore com carga excepcional, que chega a produzir 150 quilos. Os galhos são tão carregados que precisam de estacas de sustentação.
O que mais pesa no custo de produção da oliveira é a irrigação, feita no verão, e a mão de obra com a colheita.
Julian colhe manualmente, no sistema antigo. Ele forra bem o chão da árvore com uma manta e bate na árvore com uma vara, mas reclama que no pico da safra precisa contratar gente para ajudar e a mão de obra é bastante cara.
O vizinho, Rafael Partido, tem 33 hectares. A máquina que ele comprou é acoplada ao trator e tem uma espécie de mão mecânica que segura o tronco da oliveira. Depois surge uma lona, que envolve toda a copa da planta, que então balança com a vibração provocada pela máquina e derruba as azeitonas. Homens fazem um repasse com a vara.
Rafael explica que a máquina faz o serviço de vários homens. “Economiza mão de obra e, além disso, quando termina a colheita, eu posso alugar a colheitadeira para os vizinhos e conseguir uma renda extra”, diz.
Duas cooperativas de produtores de Monterrubio se encarregam de receber as azeitonas e produzir o azeite. Primeiro, os frutos passam por uma limpeza que separa galhos e folhas. Depois, as azeitonas são lavadas e trituradas com caroço e tudo até virar uma massa.
Já dentro de uma centrífuga, acontece a separação da água e do azeite. A cooperativa vende o produto a granel e também envaza o azeite com sua marca própria.
O presidente da cooperativa, Juan Medina, diz que além de processar as azeitonas, a cooperativa fornece aos sócios todos os insumos com preços muito melhores que os do mercado. “Nós produzimos azeites de alta qualidade que recebem selo de denominação de origem. Exportamos para o Japão, Europa, Estados Unidos e para o Brasil, que, aliás, é um dos maiores compradores do azeite espanhol”.
De fato, o Brasil é o quinto maior consumidor de azeitonas e azeite de oliva do mundo. Nós gastamos mais de R$ 250 milhões anuais nas importações desse produto.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Produtores da Mantiqueira criam marca coletiva de azeite para elevar vendas

Produtores de azeite da serra da Mantiqueira decidiram criar uma marca coletiva para brigar por espaço num mercado dominado por artigos importados e com pouca tradição no Brasil.
Os 43 agricultores de municípios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo se uniram em uma associação, a Assoolive (Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira). Nas próximas semanas, eles devem pedir ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro da marca Azeite dos Contrafortes da Mantiqueira.
"Queremos dar mais visibilidade ao azeite brasileiro e ampliar o mercado aqui e lá fora. Com isso, vamos organizar a produção local e buscar o lucro coletivo", afirma Marcelo Alves, da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), que coordena as atividades do grupo.
Produção artesanal encarece produto; ideia é tornar preço competitivo
Os agricultores reunidos na Assoolive estão espalhados por 50 municípios mineiros, fluminenses e paulistas na área da Mantiqueira, e, neste ano, somam 800 hectares de plantio, 70 toneladas de azeitonas e dez mil litros de azeite.
Alves afirma que, atualmente, os produtores levam as azeitonas para serem processadas na sede da associação, onde há uma máquina para extração. De lá sai o azeite já envasado. O produtor deixa 15% do azeite produzido com a associação, para bancar custos, e fica com o restante.
Atualmente, uma garrafa de 250 ml de azeite importado vendido em supermercados custa em torno de R$ 10. Azeites produzidos na Mantiqueira custam, pela mesma quantidade, de R$ 25 a R$ 40.
"O processo de produção artesanal encarece o azeite. Com o acesso aos mercados e a ampliação do volume fabricado, poderemos competir no preço também", afirma Alves.

Marca coletiva é o primeiro passo para indicação geográfica

A marca coletiva deve reforçar a origem do produto, segundo Alves, mas sem impedir que cada agricultor tenha seu próprio rótulo. Dos 43 membros, oito já mantêm marcas próprias.
"O que acontecerá é que, sendo registrada a marca, haverá um sinal distintivo que indicará que aquele azeite é proveniente da região dos Contrafortes [vales laterais] da Mantiqueira, e que o produtor é membro associado", diz Alves.
"No futuro, já com a marca coletiva, queremos oferecer vários azeites de todas as marcas dos associados para serem vendidos em supermercados e restaurantes", diz o pesquisador da Epamig.
Tendo a marca coletiva, o grupo de associados quer conseguir a indicação geográfica, selo que determina que um produto foi feito em determinada região sob regulamentos que garantem sua qualidade, afirma o presidente da Assoolive, Nilton Caetano de Oliveira.
"Os agricultores terão que tratar as etapas de produção com maior cuidado, promovendo a imagem da região", diz Marcelo Alves.
Associação espera produzir 2 milhões de litros por ano no futuro
"Disputamos mercado com produtos importados e de péssima qualidade. Nosso azeite tem um apelo adicional por ser brasileiro, mas a produção vem sendo feita há pouco tempo, desde 2008", afirma.
De acordo com a Epamig, a produção da Mantiqueira ainda é restrita por haver muitas oliveiras novas. As árvores só começam a produzir ao atingir de quatro a seis anos.
"As áreas de plantio têm crescido em torno de 20% ao ano na região, o que nos faz prever que, no futuro, quando todos os olivais estiverem produzindo, poderemos ter uma safra de mais de 2 milhões de litros por ano", diz.