segunda-feira, 16 de março de 2015

Azeite: Ouro verde e amarelo

Estratégias para produção nacional de azeite de qualidade foram abordadas durante a 10ª edição de tradicional evento do setor
(Maria da Fé – 13.03.15) A expectativa dos olivicultores da Serra da Mantiqueira e de novas regiões produtoras é dobrar a extração de azeite extra-virgem nacional em 2015. Esse foi um dos assuntos abordados na 10ª edição do Dia de Campo de Olivicultura realizado nesta sexta-feira, 13, na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Maria da Fé.
“A previsão é extrairmos 20 mil litros de azeite extra-virgem nacional na região da Mantiqueira e em outras novas localidades”, comemora o presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Serra da Mantiqueira (Assoolive), Nilton Caetano de Oliveira. Esse aumento na produção é também uma realidade para as olivicultoras Isabel Carneiro e Ângela Duvivier, que iniciaram há cinco anos o plantio de 5300 plantas em uma propriedade em Aiuruoca (MG). “Tivemos um salto de 25 litros para 1000 litros em 2015”. De acordo com Ângela, a ideia surgiu a partir de uma necessidade de reflorestar e manter uma reserva ambiental. “É maravilhoso produzirmos um produto precioso, que traz benefício à nossa saúde e ainda reflorestarmos com um lindo bosque de oliveiras a nossa propriedade”, ressalta.
1303 olivicultoras

 


Para o chileno Jorge Gomez, que mora há 10 anos no Brasil e produz soja no município de Paracatu, a ideia de cultivar oliveiras surgiu a partir de uma visita a algumas propriedades de familiares, em recente viagem ao Chile. “Eu pretendia comprar uma área para reflorestamento, mas a minha esposa se encantou com a olivicultura e hoje estamos aqui em Maria da Fé para conhecermos mais sobre esta cultura”. Jorge contou que estuda a viabilidade econômica da atividade para, em breve, introduzir oliveiras em uma área adequada ainda em estudo.
Publicação inédita
 
A nova edição da revista Informe Agropecuário “Azeite de oliva: ouro verde e amarelo” foi lançada durante o 10º Dia de Campo de Olivicultura. A publicação, coordenada pelos pesquisadores da EPAMIG Adelson de Oliveira e Luiz Fernando de Oliveira, aborda tecnologias para produção de azeite de oliva, bem como informações sobre Indicação Geográfica e Denominação de Origem do azeite e os benefícios de seu consumo para a saúde. “O desafio agora é buscar estratégias para redução do custo de produção e aumento da produtividade, além do aproveitamento dos resíduos da extração”, explica Adelson, que se dedica em estudos da olivicultura há mais de 30 anos.
13 03 - pesq adelson de oliveira
 
A publicação traz artigos escrito por especialistas de renomadas instituições de pesquisa que buscam a viabilidade da produção de azeite nacional. O Informe “Azeite de oliva: ouro verde e amarelo” pode ser adquirido através da divisão de Gestão e Comercialização da EPAMIG. Telefax: (31) 3489-5002 e e-mail: publicacao@epamig.br. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
Foto 1: Olivicultoras de Aiuruoca (MG) comemoram aumento na extração de azeite em 2015
Foto 2: Pesquisador Adelson de Oliveira apresenta nova edição do Informe Agropecuário
 
Crédito: Erasmo Reis / EPAMIG

segunda-feira, 9 de março de 2015

Os óleos comestíveis e o azeite de oliva

Azeite de Oliva

Matéria por Laryssa Caetano
Existem quantos tipos de óleos comestíveis mesmo? Um monte. E geralmente compramos o mais barato no mercado. Pois saiba que o consumo de um bom óleo interfere muito na saúde.
O azeite é o principal deles. Super saboroso, ele é consumido pelos povos mediterrâneos há milênios (isso mesmo, milênios), e é um dos principais responsáveis pelo baixo índice de infartos e outras doenças do coração. Com 89 kcal por colher de sopa, ele também faz bem para a mucosa do estômago e intestino, ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL) e a formação de radicais livres, que são responsáveis pelo envelhecimento e por doenças degenerativas.
Outro ponto positivo para o azeite de oliva é que ele é versátil. Usado como emoliente para pele e cabelo, ele apresenta resultados melhores que muito produto vendido em farmácia. É um excelente substituto para o demaquilante, por exemplo. Aprenda a escolher azeita nesse post com as dez regras para comprar um bom azeite de oliva.
Também 89 kcal por colher de sopa, o óleo de dendê é bastante popular na culinária baiana, mas com menos benefícios para a saúde, por conta do alto teor de gorduras saturadas.
Os mais comuns no mercado são o óleo de soja e de girassol, sendo que o de soja conta com 98 kcal por colher de sopa e o de girassol, 91 kcal. O óleo de soja contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso e possui ação anti-inflamatória.
Ambos são ricos em ômega 3 e 6, e o óleo de girassol ainda conta com o ômega 9 e ajudam a aumentar o nível do bom colesterol (HDL). Vai preparar uma conserva? Melhor usar o óleo de girassol, pois ele consegue manter as características originais dos alimentos, como sabor, cor e cheiro.
O óleo de milho também é facilmente encontrado e tem propriedades nutricionais semelhantes ao de soja e de girassol, só que com 95 kcal por colher de sopa. O óleo de canola tem apenas 85 kcal por colher de sopa, contém mais ômega 3, mas é mais caro e mais difícil de ser encontrado. 
Os óleos de gergelim (91 kcal) e de amendoim (88 kcal) tem sabores característicos e são usados principalmente em pratos orientais. O de gergelim também rico em ômega 3,6 e 9 e contém substâncias antioxidantes. O ponto forte do óleo de amendoim é seu ponto de saturação maior que os demais óleos, sendo indicado para frituras.

Dieta mediterrânea suplementada com azeite ou frutos secos poderá reverter síndrome metabólica

dieta mediterrânea
fonte: http://www.alert-online.com
A síndrome metabólica pode ser revertida através da adoção da dieta mediterrânea suplementada com azeite e frutos secos, defende um estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.
Cerca de 25% dos adultos em todo o mundo têm síndrome metabólica, que consiste na presença de três ou mais fatores de risco de doença cardiovascular ou diabetes. Estes fatores incluem elevado perímetro abdominal, hipertensão, níveis baixos de colesterol HDL, níveis elevados de triglicerídeos e concentrações elevadas de glucose no sangue.
Neste estudo, uma equipa de investigadores espanhóis decidiu analisar os efeitos metabólicos da dieta mediterrânea tendo para tal contado com 5.801 homens e mulheres, entre os 55 e os 80 anos, que apresentavam um risco elevado de doença cardíaca. Os participantes foram divididos em três grupos distintos: um adotou a dieta mediterrânea suplementada com azeite, outro a mesma dieta suplementada com frutos secos e o terceiro seguiu uma dieta com um baixo teor de gordura. No início do estudo cerca de 64% dos participantes tinha síndrome metabólica.
Após uma média de 4,8 anos do período de acompanhamento, os investigadores constataram que a adoção da dieta mediterrânea suplementada com azeite ou frutos secos conduziu a uma diminuição da gordura abdominal e dos níveis de glucose. Verificou-se ainda que 28,2% dos participantes que seguiram estes tipos de dieta deixaram de satisfazer os critérios da síndrome metabólica, no final do estudo.
“A dieta mediterrânea suplementada com azeite ou frutos secos não foi associada a uma redução da incidência da síndrome metabólica. Contudo, as duas dietas foram associadas a uma taxa significativa de reversão da síndrome metabólica. Este tipo de dietas podem ser úteis na redução da obesidade abdominal e hiperglicemia nos pacientes com elevado risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares”, concluíram os autores do estudo.

Gallo lança campanha em vários países para fazer do azeite uma espécie de Nespresso

fonte: http://www.publico.pt/
Transformar o azeite numa espécie de Nespresso, com uma escala de sabor e utilizações específicas, é uma ideia que, nos últimos tempos tem ocupado a equipa de marketing da Gallo Worldwide. O projecto começou com o lançamento, em 2011, de uma nova garrafa de vidro escuro, para melhor proteger o produto e posicionar o azeite como algo que vale a pena ser bem preservado. Mas ganha, agora, novo impulso com a criação de uma escala de intensidades de sabor, que distingue os vários tipos de azeite, e que vai estar visível no rótulo das embalagens que a Gallo vende em todo o mundo.
“Em 2014 vamos revolucionar o mercado”, diz Laura Barros, directora global de marketing, que quer criar uma nova forma de escolher azeite nas prateleiras dos supermercados. Foram criados quatro graus de intensidade de sabor, identificados por gotas (da meia gota às três gotas) e que distinguem os sabores extra suave, suave, clássico e reserva.
Para comunicar a escala, serão investidos cinco milhões de euros numa campanha mediática em Portugal, que arranca este fim-de-semana. Em Novembro, o Brasil - maior mercado de exportação da empresa – vai receber os anúncios da Gallo, seguindo-se outros países como Angola ou China, onde a marca de azeite tem presença. Não foi adiantado o montante global de investimento na campanha que, pela primeira vez, inclui presença em canais de televisão abertos. Também não é conhecido o número total de países onde a marca vai fazer campanhas de publicidade.
Laura Barros explica que os consumidores confundem conceitos como a acidez, pensando que interfere no sabor. Ou expressões como “frutado”, que interpretam como a junção de fruta ao azeite. Outros olham unicamente para o preço na hora de escolher. “Há uma confusão entre a diversidade de produtos e, no final, o preço acaba por ser o principal factor de escolha. O que queremos é que o sabor passe a ser o factor de decisão”, continua.
Laura Barros usa o exemplo do café, consumido “de acordo com o momento” e com vários graus de intensidade. A Gallo transpôs o conceito para o azeite. “A ideia é ajudar a escolher o tipo de azeite adequado a cada ocasião”, diz. E questiona: “Por que não levar as diferentes garrafas para a mesa?”.
A venda de azeite no retalho nacional está a cair 3% (dados Nielsen) e a Gallo não esconde que quer dinamizar a categoria. Rita Vilaça, directora de unidade de negócio, garante que a empresa portuguesa - detida pela Unilever e pela Jerónimo Martins - está a conseguir aumentar vendas no retalho e noutros canais de distribuição (como a restauração) mas admite que a valorização do azeite, como algo distinto, “vai estimular o consumo”. “É uma simplificação da escolha. Há um sabor, um perfil, que marca o meu momento”, exemplifica.
Este ano a Gallo registou uma “tendência positiva de crescimento” e, em 2015, a expectativa é de maior dinamismo, “não só pela inovação, como também por uma maior presença nos lares”, continua, sem fornecer números concretos. Em termos globais, 100% das famílias portuguesas têm azeite em casa e 53% usam-no várias vezes por dia.
Este ano, a Gallo Worldwide vai captar 75% da facturação nos mercados internacionais, com o Brasil em lugar de destaque. De acordo com Laura Barros, a quota de mercado da empresa portuguesa naquele país ultrapassa os 30% e o investimento previsto com a campanha será superior aos cinco milhões que estão destinados ao mercado português. A produção anual é de 30 mil toneladas e, no total, a marca é vendida em 47 países. Os principais (e onde está com estratégia de internacionalização) são o Brasil, Angola, China, Venezuela e Rússia.

Azeite Gallo implementa armazém automático VRC na fábrica de Abrantes

fonte: http://www.logisticamoderna.com
A empresa Victor Guedes, detentora da marca Azeite Gallo, adquiriu um armazém automático Hänel Lean-Lift, à VRC Warehouse Technologies. O novo equipamento foi instalado na unidade de produção em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes.
O armazém automático, com cerca de 9m de altura, está equipado com alguns dispositivos especiais, tendo em conta o potencial de cheia fluvial da zona. Segundo a VRC, o equipamento “vai ser instalado na área de tooling da fábrica, armazenando milhares de referências de ferramentas, spare parts e consumíveis de manutenção industrial”.
Como refere, “a qualidade superior dos equipamentos, as importantes referências de outros clientes com máquinas Hänel e o aconselhamento técnico profissional, foram determinantes para a Victor Guedes na escolha da VRC como fornecedor”.
A marca Gallo foi registada em 1919 por Victor Guedes, empresário que lançou a empresa e começou a exportar o azeite nacional. Já em 1989, a empresa foi comprada pelo grupo Unilever Jerónimo Martins. Neste momento, a Gallo é a terceira maior marca mundial de azeite, estando presente em mais de 47 países.

Duas marcas de azeite extravirgem estão fora do padrão de qualidade, diz MP

azeitona
fonte: http://www.hojeemdia.com.br
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor e do Procon-MG, deflagrou ação no mercado de consumo visando apurar se os azeites extra-virgens comercializados no Estado se enquadram nos padrões de identidade e qualidade. Os resultados mostraram que as amostras das marcas Quinta d'Aldeia e Figueira da Foz não apresentaram resultados dentro dos conformes. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (18) pelo MPMG.

 
De acordo o MPMG, a iniciativa serviu como indício para desencadear a ação de apuração de eventual infração às normas de defesa dos consumidores. Após pesquisa no mercado de consumo, foram coletadas sete amostras de azeites extra-virgens. Os produtos foram encaminhados para o Laboratório Oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para avaliação dos parâmetros de qualidade definidos pala Instrução Normativa Mapa n.º 1/12 (Regulamento Técnico de Azeite de Oliva e Óleo de Bagaço de Oliva).
 
Foram pesquisadas as seguintes características: acidez livre, índice de peróxidos e extinção específica no ultravioleta.  As marcas Borges, Carbonell, Gallo, La Espanhola e Serrata atenderam à legislação para os parâmetros avaliados. 
 
Já as amostras das marcas Quinta D'Aldeia e Figueira da Foz apresentaram resultados não conformes para o ensaio de extinção específica no ultravioleta. Segundo o MPMG, esse parâmetro indica que o azeite contém produtos de oxidação não desejáveis, originados no processamento ou por conservação inadequada. Conforme regulamento, o azeite que não atende ao limite de tolerância é considerado fora de tipo e, assim, não deveria ser comercializado como extra-virgem.
 
A análise demonstrou que os produtos possuem características próximas ao óleo de bagaço de oliva, que é um produto constituído pela mistura do azeite de oliva virgem com óleo de bagaço. A prática, afirmou o MPMG, é uma infração, pois coloca no mercado de consumo um produto em desacordo com normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou impróprio para uso e consumo (alterado, adulterado ou fraudado). A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital implementará medidas cabíveis para apuração das irregularidades. Os infratores estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.
 
A reportagem do Hoje em Dia entrou em contato com a marca Quinta D'Aldeia, mas nenhuma das chamadas foram atendidas. O Hoje em Dia também tentou entrar em contato com a marca Figueira da Foz, mas as ligações não foram completadas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Azeite Nacional EPAMIG realiza a 10ª edição de Dia de Campo de Olivicultura

Belo Horizonte (26/02/2015) – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) irá realizar a 10ª edição do Dia de Campo de Olivicultura, no dia 13 de março, na Fazenda Experimental da Empresa, em Maria da Fé, na região Sul de Minas Gerais. O evento atrai olivicultores e empresários de diversos estados do Brasil.
O Dia de Campo de Olivicultura é referência em transferência e difusão de tecnologias para extração de azeite extravirgem brasileiro. Durante o evento, serão divulgados estudos de produção azeite, extraído a partir de variedades de azeitonas adaptadas por meio de pesquisas da EPAMIG, que vêm se consolidando na região dos Contrafortes da Mantiqueira, que abrange municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com o pesquisador da EPAMIG, Luiz Fernando de Oliveira, nesta edição serão apresentadas novidades em processamento da azeitona, técnicas de reutilização de resíduo da produção de azeite, polinização de frutos de oliveira e evolução da maturação e ponto de colheita das azeitonas.
Os participantes poderão ainda acompanhar a extração de azeite, conhecer publicações sobre olivicultura, cosméticos à base de óleo de oliva e equipamentos para colheita de azeitona. A inscrição para o 10º Dia de Campo de Olivicultura é gratuita e pode ser feita no local do evento. Mais informações: (35) 3662-1227 / (35) 3829-1190.
Safra 2015
A safra 2015 de azeite extravirgem na região da Serra da Mantiqueira teve início na última semana de janeiro. Na Fazenda Experimental da EPAMIG em Maria da Fé, sede do Núcleo Tecnológico EPAMIG Azeitona e Azeite, até o momento foram 1000 litros de azeite. O processamento deve ocorrer até a primeira quinzena de abril.
De acordo com o presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), Nilton Caetano de Oliveira, a expectativa para 2015 é processar mais de 20 mil litros de azeite, o dobro do ano anterior, produzidos em municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. "Em 2014 tivemos novos plantios de oliveira que somaram cerca de 100 hectares", comemora.
Segundo Nilton, o processamento de azeite na região da Mantiqueira, até então realizado apenas na Fazenda da EPAMIG, este ano será feito em outras propriedades. "Teremos um número maior de indústrias em funcionamento, sendo que atualmente encontra-se lagares em Minas Gerais - Aiuruoca, Barbacena, Catas Altas da Noruega, Delfim Moreira, Monte Verde e Poços de Caldas, em São Paulo - Campinas, Lorena, São Bento do Sapucaí e Silveiras", explica. 
 Assessoria de Comunicação da EPAMI
(31) 3489-5022/ 3489-5023

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

1° Mostra Tecnológica de Olivicultura

10° Dia de Campo da Olivicultura dos Contrafortes da Mantiqueira.


Dia 13/03/2105


Local Fazenda Experimental da EPAMIG.
Rua Washington Alvarenga Viglioni s/n.
Bairro Vargedo Maria da Fé MG


8:00 horas Inscrições


8:30 Abertura
Lançamento do Informe Agropecuário Azeite de Oliva: Ouro Verde  Amarelo
_Adelson F. de Oliveira- Pesquisador da Epamig Sul de Minas
_Luiz Fernando de O. da Silva- Pesquisador da Epamig Sul de Minas


9:30 Dinâmica de Campo
_ Estação 1 - Utilização do Resíduo da Produção de Azeite
_ Adelson F. de Oliveira- Pesquisador da Epamig Sul de Minas


_Estação 2 - Polinização e Vingamento de frutos da oliveira
_Luiz Fernando de O. da Silva- Pesquisador da Epamig Sul de Minas
_Carolina R. Zambon- Doutoranda da UFLA


_Estação 3 - Evolução e Maturação e Ponto de Colheita das Azeitonas
_Emerson D. Gonçalves- Pesquisador da Epamig Sul de Minas
_Pedro H. A. Moura- Pós-Doutorando da UFLA


9:30- 14:00 1° Mostra Tecnológica de Olivicultura


Maiores Informações:
(035) 3662- 1227
(035) 3829-1190

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Curso Intensivo " Qualidade e Produtividade na Extração de Azeite".

A ASSOOLIVE, em parceria com o Azeite OLIQ, vai promover o curso intensivo "Qualidade e Produtividade na Extração de Azeite", ministrado pelo engenheiro Pablo Canamasas. 

Pablo é um dos maiores especialistas em produção de azeite da atualidade, com experiência em lagares de diversos países. Tem sido também por vários anos o instrutor do curso de extração do Olive Center (Master Milling), Universidade da Califórnia, Davis. O curso abordará todas as etapas da extração do azeite e como otimizar os parâmetros de produção para o máximo rendimento e melhor qualidade. Haverá aulas práticas no moderno lagar da Fazenda Santo Antônio do Bugre, onde é produzido o OLIQ.

Local:   Fazenda Santo Antônio do Bugre, São Bento do Sapucaí - SP

Data:   19 e 20 de fevereiro de 2015

As Inscrições já foram encerradas.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como plantar oliveira

Importador de azeite, o país tem mercado potencial para a olivicultura em decorrência do aumento do consumo de alimentos saudáveis.
Como em outros países do mundo, no Brasil também está aumentando o número de pessoas mais atentas à rotina para garantir um bem-estar físico e mental. Muitos brasileiros estão priorizando uma alimentação equilibrada, dando preferência ao consumo de produtos com mais propriedades benéficas à saúde.
Entre os alimentos considerados importantes em uma dieta de qualidade está o azeite, um derivado do esmagamento da azeitona, fruto da oliveira (Olea europea L.), cuja cultura pode ser fonte de renda para produtores especialmente localizados no centro-sul do país. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais possuem as maiores áreas de cultivo.
Mas novos plantios também se espalham por outros Estados, aproveitando a rusticidade e a baixa exigência da planta por solos muito férteis e regas constantes. Existem até cultivares anãs como opção para plantios em vasos de, pelo menos, 60 centímetros de largura e de profundidade. O clima, contudo, é um fator que restringe a cultura a algumas regiões. Para se desenvolver, a oliveira necessita de temperaturas amenas.
O promissor consumo nacional de azeite é estimulante para novos empreendedores do campo. O mercado ainda precisa crescer muito para suprir a demanda doméstica do produto, que, atualmente, recorre à importação devido à oferta interna insuficiente. O Brasil está nas primeiras posições de maior comprador de azeite no planeta.
Espécie frutífera pertencente à família das oleáceas, a oliveira é uma planta que se dá bem em dias de muitas horas de sol. Também apresenta bom florescimento em invernos amenos e chuvosos, além de verões quentes e secos. Para o desenvolvimento dos frutos, necessita de luz direta e poda, prática que ainda facilita o manejo e a colheita das azeitonas.
Árvore de porte médio, a planta pode chegar até 15 metros de altura dependendo da variedade. A oliveira possui tronco com curvas e folhas em formato de bico de lança, com as quais, em infusão, faz-se chá indicado para combater diabetes e hipertensão.
Utilizada pelo homem há milhares de anos, a oliveira teve seu plantio comercial iniciado aqui no século XIX e tornou-se alvo de pesquisas brasileiras a partir de 1948 no Rio Grande do Sul. Somente sete décadas mais tarde, em 2008, ocorreu a primeira extração de óleo genuinamente nacional, quando a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Embrapa Clima Temperado começaram a engarrafar o produto, rico em ácidos graxos insaturados, que são benéficos para aumentar os níveis de HDL, o colesterol bom.
Mãos à obra
>>> Início Há cultivares para produção de azeite (arbequina, arbosana e koroneiki), azeitonas de mesa (ascolana) e ambas as finalidades (galaga alto d’ouro). Dê preferência para as que exigem menores quantidades de horas de frio e diversifique o plantio entre três ou quatro cultivares, para assegurar a polinização e reduzir riscos de perder exemplares com pragas e doenças. O uso de um mesmo cultivar em cada fileira ainda facilita a colheita, já que cada um tem sua época de maturação de frutos.
>>> Ambiente De clima frio é o mais indicado para o plantio. Porém, a cultura não tolera geadas, que danificam galhos, troncos e até diminuem a qualidade dos frutos. O período de floração deve ser seco, pois a umidade pode interferir no processo de polinização da planta, que ocorre por meio do vento.
>>> Plantio Evite áreas que acumulam água e que tenham solo muito fértil. Se houver deficiência nutritiva no solo, adicione anualmente de 18 a 45 quilos de nitrogênio por hectare. Desde que seja moderadamente ácido ou básico, o pH pode oscilar entre 6,5 e 7,5. Em Minas Gerais e São Paulo, plante a oliveira em abril ou maio sob sol pleno. Na Região Sul, indica-se o cultivo em setembro, outubro e novembro (períodos de menor risco de geadas).
>>> Espaçamento Entre linhas e entre plantas, as medidas mais conservadoras são 6 x 6 metros, 6 x 5 metros, 6 x 4 metros ou 5 x 5 metros. No caso de cultivo de 30 a 200 árvores por hectare, pode variar de 7 a 20 metros.
>>> Cuidados Para adubação, espalhe em cada árvore de 0,75 a 0,8 metro cúbico de composto rico em nitrogênio ou esterco em uma área de 2,7 x 2,7 metros. Nos primeiros dois anos de plantio, use o sistema de irrigação de gotejamento de superfície e, em seguida, passe para o enterrado. Por último, faça uma aplicação de nutrientes minerais solúveis em água via sistema de irrigação (fertirrigação). Após cada rega, cubra a área com palha, alfafa, soja ou ervilha, para manter o solo fresco e inibir o crescimento de ervas daninhas. Para o cultivo de frutos, molhe a planta com mais frequência, enquanto para a produção de azeite, reduza as irrigações. Entre o fim do inverno e o começo da floração, comece a poda de cima para baixo, realizando cortes grandes antes dos menores.
>>>Produção A partir do terceiro ano de plantio, com carga total no sétimo ano. Contudo, a falta de irrigação ou a interferência de outros fatores podem adiar a frutificação por vários anos. Maduras, as oliveiras se tornam pretas, com sabor suave e amanteigado. Há azeites, no entanto, que são feitos da mistura entre azeitonas pretas e verdes de sabor apimentado, que são colhidas durante a mudança de cor.
Raio-x
Solo: franco-arenoso, com bom escoamento de água e aeração às raízes
Clima: subtropical ou temperado
Área mínima: 5 hectares
Colheita: após 3 anos do plantio, com pico de produção entre 10 e 50 anos
Custo: R$ 9 mil por hectare, dependendo das condições de solo
*Consultor: Enilton Fick Coutinho é engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado na área de fruticultura e olivicultura, Rod. BR-392, Km 78, 9o Distrito, Monte Bonito, Caixa Postal 403, CEP 96010-971, Pelotas (RS), tel. (53) 3275-8100
Onde comprar: além da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), há viveiristas com notável produção de mudas de oliveira localizados nos respectivos Estados produtores
Mais informações: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Chapecó), Serv. Ferdinando Tusset, s/no, São Cristovão, CEP 89801-970, Chapecó (SC), tel. (49) 2049-7510; e Epamig/Maria da Fé, Rua Washington Alvarenga Viglioni, s/no, Vargedo, CEP 37517-000, Caixa Postal 28, Maria da Fé (MG)