fonte: http://boasnoticias.pt
A produção de azeite em território português bateu, em 2013, o recorde dos últimos 50 anos, atingindo-se quase um milhão de hectolitros (999,9 mil) produzidos. Os números foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram que, no ano passado, a atividade agrícola ficou marcada por aumentos de produção das principais culturas agrícolas e por decréscimos da produção animal.
"Globalmente, as produções das culturas agrícolas aumentaram [em 2013] face a 2011/2012, ano agrícola penalizado pelas condições de seca extrema que atingiram todas as regiões do Continente", afirma o INE a respeito das conclusões da publicação "Estatísticas Agrícolas 2013" dada a conhecer esta semana.
Segundo o instituto, "o ano agrícola 2012/2013 (Novembro de 2012 a Outubro de 2013) caraterizou-se por um inverno com valores de temperatura e precipitação próximos do normal, marcado pela ocorrência de alguns fenómenos extremos".
O azeite foi a grande "estrela" da agricultura portuguesa no ano passado, com a produção a atingir os níveis mais elevados desde há cinco décadas. Este produto português tão aclamado internacionalmente foi ainda um dos que mais contribuiu para o aumento do índice de produção dos bens agrícolas (+25,5%), informa o INE.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
AZEITE EXTRAVIRGEM, SÓ QUE NÃO!
fonte:http://www.cacaunoticias.com
De interesse público: em teste recente feito pela Proteste, apenas 8 foram legitimamente consideradas honestas com o consumidor,7 foram reprovadas e 4 não podem nem chegar a ser consideradas azeite. A marca de azeite extra virgem que você costuma comprar pagando mais caro está te enganando
Esta pesquisa recente de fraude contra o consumidor revelou que grande parte dos azeites mais comuns no dia a dia dos brasileiros que são vendidas como extra virgens, são, na verdade, apenas virgens.
Para ser considerado extra virgem, o azeite tem que conter no máximo 0,8% de acidez enquanto que o limite do virgem é de 2%. Passando desta porcentagem de acidez, é azeite comum ou nem isso.
Este é o quarto teste feito pela Proteste com pior resultado e maior fraude contra o consumidor. A Associação, que tem como objetivo atuar na defesa e no fortalecimento dos direitos dos consumidores brasileiros, verificou se havia adulteração nos produtos.
Com uma análise sensorial feita em laboratório reconhecido pelo Conselho Oleico Internacional (COI), os azeites foram avaliados quanto ao aroma, à textura e ao sabor. Segundo a legislação, nos azeites extra virgens não podem ser encontrados defeitos na análise sensorial nem a adição de outros óleos.
Nos quatro azeites que foram detectados fraudes, havia mistura de óleos refinados com adição de outros óleos e gorduras. São eles: Figueira da Foz, Tradição, Quinta d´Aldeia e Vila Real.
Nos outros 15 azeites extra virgens testados, uma surpresa quando revelados os que são realmente extra virgens e os que são apenas virgens. As sete marcas que estão nos enganando pelo rótulo e tem qualidade inferior às exigidas são: Carbonell, Galo, Borges, La Espanhola, Serrata, Beirão e Pramesa.
E para lembrar aquele lance de “não julgar o livro pela capa”, as 8 marcas realmente sinceras com o consumidor são: Carrefour, Qualitá, La Violetera, Vila Flor, Andorinha, Cardeal, Cocinero e Olivas do Sul.
Visto que a grande atratividade dos azeites extra virgens são suas propriedades antioxidantes e benéficas à saúde, estas fraudes são um abuso, falta de respeito e deveriam ser consideradas crimes.
Itália: importações de azeite crescem 34,4%
fonte:
Entre Janeiro e Abril, as importações de azeite em Itália cresceram 34,4%, traduzindo-se num total de 226 857 toneladas. Sendo Espanha o principal fornecedor de azeite do mercado italiano, segundo dados divulgados pelo instituto italiano Ismea.
No que concerna às exportações, as vendas de azeite italiano para o exterior cresceram cerca de 8% em volume na categoria “Virgem Extra”, que representa 15% do total de exportações de azeite. A segunda categoria mais exportada foi a “Virgem”, com um incremento de volume exportado na ordem dos 7%.
Os principais destinos das exportações italianas de azeite continuam a ser os Estados Unidos da América, o Canadá e a França. Por sua vez, o mercado chinês, comprou menos azeite italiano durante os primeiros quatro meses deste ano.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
OS FALSOS MITOS SOBRE O AZEITE NOS E.U.A.
fonte: agrotec.pt
Um estudo realizado com consumidores dos EUA demonstrou que mais de metade dos consumidores de azeite daquele país usam mais esta gordura do que qualquer outra e que, uma vez que se torna consumidor de azeite, tem uma forte tendência para realizar um uso frequente. A tendência geral aponta para um maior consumo de azeite mas, ao mesmo tempo, mais de metade dos consumidores desta gordura (56%) encontra dificuldades em eleger um azeite de preferência porque não conhecem os fatores importantes a ter em conta, para além de persistirem muitos mitos.
A título de exemplo, os inquiridos acreditam que:
- A cor do azeite está diretamente relacionada com a sua qualidade (apenas 6% sabia que este mito é falso)
- O azeite de sabor mais suave tem menos calorias que outros com sabor mais intenso (16% sabia que esta afirmação é falsa)
- Tal como o vinho, o azeite melhora com a idade (24% sabia que não é verdade)
- O azeite virgem extra deve ser usado apenas no frio ou em pratos crus (apenas 30% sabia que é falso)
A boa notícia é que existe um aumento do consumo de azeite entre a população de origem não europeia e nas zonas do Centro-Oeste e do Sul naquele país.
Este estudo sobre o comportamento dos consumidores americanos em 2014 foi realizado pela Associação Norte-Americana de Azeite e cofinanciado pelo COI.
O Azeite é o Produto mais Exportado para o Brasil
fonte: http://rr.sapo.pt
Em 2013 o azeite não só foi o produto nacional mais exportado para o Brasil, como ocupa já um quinto do valor total das vendas para o país irmão.
As vendas de bacalhau, com 8% do total das exportações e as de pêras, com quase 5%, valorizam outros produtos alimentares nacionais e estão igualmente a potenciar as vendas de Portugal para o Brasil.
Em 2013 Portugal exportou um total de cerca de 800 milhões de euros para o Brasil, naquele que foi o melhor ano de sempre no que diz respeito ao mercado brasileiro.
Nos primeiros três meses de 2014, Portugal exportou cerca de 200 milhões de euros para o Brasil, um crescimento de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Isto traduz-se num saldo favorável, ou superávit, para Portugal no valor de 181 milhões de dólares.
O bom desempenho do primeiro trimestre poderá apontar para que em 2014 as vendas de Portugal para o Brasil atinjam um novo recorde, no setor alimentar e não só.
*Autoria da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
Em 2013 o azeite não só foi o produto nacional mais exportado para o Brasil, como ocupa já um quinto do valor total das vendas para o país irmão.
As vendas de bacalhau, com 8% do total das exportações e as de pêras, com quase 5%, valorizam outros produtos alimentares nacionais e estão igualmente a potenciar as vendas de Portugal para o Brasil.
Em 2013 Portugal exportou um total de cerca de 800 milhões de euros para o Brasil, naquele que foi o melhor ano de sempre no que diz respeito ao mercado brasileiro.
Nos primeiros três meses de 2014, Portugal exportou cerca de 200 milhões de euros para o Brasil, um crescimento de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Isto traduz-se num saldo favorável, ou superávit, para Portugal no valor de 181 milhões de dólares.
O bom desempenho do primeiro trimestre poderá apontar para que em 2014 as vendas de Portugal para o Brasil atinjam um novo recorde, no setor alimentar e não só.
*Autoria da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.
‘Oleoteca italiana’ em Roma promove azeites locais
fonte:http://superchefs.com.br
Foi inaugurada em Roma a “oleoteca italiana“, um showroom que pretende facilitar ofertas, distribuição e divulgação dos melhores azeites provenientes de toda a Itália.
A iniciativa foi realizada por três empresários do ramo que inauguraram ontem (1) um ponto de venda com mais de 100 metros quadrados na capital italiana onde os especialistas em azeites de todas as regiões italianas estarão envolvidos para ilustrar uma das preciosidades da tradição milenar italiana.
O local tem o objetivo de difundir a cultura do azeite extravirgem, informou a presidente da União Mediterrânea dos Testadores de Azeites (Umao, na sigla em italiano), Paola Fioravanti.
Azeite de oliva gaúcho recebe premiação na Itália
fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br
A exemplo das bebidas regionais, o azeite de oliva gaúcho vem recebendo prêmios em competições nacionais e internacionais. O azeite Olivas do Sul, produzido em Cachoeira do Sul, foi eleito o segundo melhor frutado médio do Hemisfério Sul no concurso italiano "O Orciolo Ouro". A solenidade de premiação ocorreu, no último sábado, no Hotel Cruiser Congress, em Pesaro, na Itália.
Conforme o coordenador da Câmara Setorial da Uva e Vinho da Secretaria da Agricultura, Jorge Hoffmann, apesar do RS ter poucos anos de experiência no processo de produção de azeites, o trabalho vem sendo realizado com extrema qualidade. “Prova disso são as conquistas que os produtores gaúchos têm obtido, no país e fora dele. O que nos dá a certeza de que a olivicultura caminha a passos firmes no Estado”, afirma.
O concurso é promovido pelo Enohobby Club, que recebeu óleos de oliva de vários países que foram avaliados por uma banca de oito degustadores. O concurso é dividido nas categorias: azeites italianos, biológicos, Hemisfério Norte e Hemisfério Sul.
Conforme o coordenador da Câmara Setorial da Uva e Vinho da Secretaria da Agricultura, Jorge Hoffmann, apesar do RS ter poucos anos de experiência no processo de produção de azeites, o trabalho vem sendo realizado com extrema qualidade. “Prova disso são as conquistas que os produtores gaúchos têm obtido, no país e fora dele. O que nos dá a certeza de que a olivicultura caminha a passos firmes no Estado”, afirma.
O concurso é promovido pelo Enohobby Club, que recebeu óleos de oliva de vários países que foram avaliados por uma banca de oito degustadores. O concurso é dividido nas categorias: azeites italianos, biológicos, Hemisfério Norte e Hemisfério Sul.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
O Azeite mais caro do mundo
fonte: http://revistalounge.com.br
Spiritu Santo comercializa uma “garrafa-escultura” vendido a € 324,5. É o azeite mais caro do mundo. A empresa Cortijo Espírito Santo traz ao mercado uma garrafa-escultura com 250 mililitros de ouro líquido, custando € 324,5. O recipiente de vidro é do artista holandês Angela Teunissen. Vendido com certificado de autenticidade e é uma edição limitada. Cortijo Somos Espírito Santo envolve a arte de azeite e conseguiu lançar a garrafa de ouro líquido mais caro da história. E há uma dúzia vendido. Esta é uma empresa que tem jiennense sua fazenda e usina na cidade de Ubeda, mas para chegar ao bosque deve ser feito a partir de Torreperogil. A fábrica funciona desde 2003. Juan Molina e Maria Molero, que possuem, foram feitas com a gestão em 2012 e foram liberados para o setor de óleo high-end. “Fizemos um forte compromisso com a qualidade. Este ano, temos um dos melhores óleos, na província de reconhecimento Equipe Jaén. Além disso, o nosso óleo vai para o exterior”, diz Maria Molero.
A antiga quinta que remonta pelo menos 1740, já que há uma vontade que diz que uma mulher deixou a fazenda “La Teja”, seu antigo nome, a ordem do Espírito Santo. E daí o seu nome atual. Maria Molero explica que há empresas que fazem Jaén vinhos muito bons. Coloque exemplos de Castelo Ouro Canena e Bailen e diz que eles querem trabalhar neste mercado de linha.
Atualmente não há venda de azeite de oliva custando mais caro. Além disso, parte 250 parte garrafa mililitro do produto que alcançou a distinção de Jaen Selecção por sua alta qualidade. Comprado como um item de colecionador ou para casas de decoração ou estabelecimentos comerciais. Não há nenhum ponto de venda loja funcionamento. As transações ocorrem on-line
Azeite português e frutas tropicais no Rio
fonte: http://lifestyle.publico.pt
No dia do segundo jogo da seleção nacional, o PÚBLICO convidou o especialista brasileiro Marcelo Scofano para falar de azeite português num dos locais do Rio de Janeiro onde os cariocas se reúnem para ver os jogos do Mundial.
Mais de 100 pessoas encheram no domingo a Casa do GLOBO no Parque da Bola, no Jockey Club do Rio de Janeiro horas antes do jogo Portugal-EUA, para ouvir falar de azeite — e, sobretudo do azeite português. Foi a segunda colaboração entre os jornais PÚBLICO, de Portugal, e O GLOBO, do Brasil, depois dos Vinhos de Portugal no Rio, que aconteceu no final de Maio. Desta vez, o PÚBLICO foi convidado a programar durante uma hora a Casa do GLOBO naquele espaço onde os cariocas se reúnem para ver os jogos do Mundial.
O diário português decidiu então regressar a uma das histórias publicadas na Fugas (edição de 3/5) no âmbito do Ano Grande do Brasil no PÚBLICO (série de trabalhos que têm sido feitos desde o início do ano, altura em que seis jornalistas percorreram o país): uma entrevista da jornalista Alexandra Prado Coelho ao eco-chef e especialista em azeites Marcelo Scofano. E o desafio foi pôr em prática o título desse artigo: “Vamos temperar frutas tropicais com azeite?”.
A nova entrevista, desta vez ao vivo no Parque da Bola foi, segundo os organizadores do GLOBO, o evento mais concorrido de todos os que tinham organizado até àquele dia no local. Na assistência estavam vários chefscariocas, entre os quais Rafa Costa e Silva, que abriu há três meses aquele que é neste momento o restaurante mais falado da cidade, o Lasai, Kátia Barbosa e Bia Lopes, do Aconchego Carioca, Ana Ribeiro, do grupo de eco-chefs do Instituto Maniva, e Teresa Corção, do restaurante O Navegador e fundadora do Maniva, e ainda o músico brasileiro Eduardo Dusek.
Toda a assistência provou pedacinhos de frutas tropicais, manga e abacaxi, temperados com azeite Casa de Santo Amaro (houve também a oportunidade de experimentar outros azeites com pão), enquanto Marcelo Scofano, em conversa com a jornalista do PÚBLICO, explicava que, para além do sabor interessante que se consegue com esta mistura inesperada, há também benefícios para a saúde, sobretudo no caso dos diabéticos.
Segundo o especialista — que apresentou azeites do Alentejo, Ribatejo, de Trás-os-Montes e um dos novos azeites da marca Gallo, todos eles já à venda no país —, no Brasil o azeite “é ainda muito subutilizado: o brasileiro consome apenas 0,3 litros per capita por ano, abaixo da média mundial, que é 0,4 litros”. Comparado com os grandes consumidores mundiais, a diferença é enorme: os gregos consomem 20 litros per capita, os italianos e espanhóis 13, os portugueses 10 litros. Mas Marcelo Scofano está convencido de que o consumo do azeite vai aumentar muito, e rapidamente, entre os consumidores brasileiros.
O seu trabalho — e o que fez mais uma vez nesta entrevista ao vivo que, no final, teve várias perguntas vindas da assistência — é explicar como se deve comprar, utilizar e guardar o azeite. “Vivemos um tempo de abundância do alimento mas o tempo de maior privação sensorial da nossa história”, disse, defendendo que o azeite pode ajudar-nos a desenvolver mais as nossas capacidades sensoriais, e a apreciar nuances até aqui desconhecidas para muitos.
“A degustação do azeite não é muito fácil, porque azeite não se bebe, come-se, e a degustação é feita no encontro com as enzimas do alimento”, explicou. “Em primeiro lugar, cheirando, temos que encontrar as notas de frutado. Atenção, porque a cor não é um indicador de qualidade do azeite, ele pode ser mais verde ou mais amarelo, e devemos ignorar também o índice de acidez, que não interfere em nada com o sabor. A complexidade do azeite faz-se na harmonização de três características, o frutado, o amargo e o picante.”
Scofano chamou ainda a atenção para o facto de as altas temperaturas que existem praticamente todo o ano no Brasil obrigarem a cuidados especiais. “A melhor forma de conservar azeites é entre os 18 e os 20 graus. Se compramos uma garrafa no azeite de Verão carioca temos que consumi-la o mais rápido possível. A geladeira não é o sítio indicado para a guardar. A luz, o oxigénio e o calor são os três grandes inimigos do azeite.”
Quanto a utilizações na cozinha, defendeu que pode ser usado em praticamente tudo. “O brasileiro acha que azeite é para salada e pizzas, mas podemos fritar, refogar, confitar.” Lembrando que o Brasil é “o maior produtor de óleo de sementes do mundo, com um óleo refinado de um custo muito baixo”, disse que isto ajuda a explicar por que é que na cozinha se usa sobretudo estes óleos, e desmistificou a ideia de que o azeite não é indicado para cozinhar.
Algumas das suas propostas, reconhece, são polémicas. Uma delas foi que no churrasco gaúcho se passasse a carne por azeite cru antes de a colocar nas brasas. O resultado é bom, garante, mas os gaúchos respondem logo “não mexe no meu assado!”. Mas desde o brigadeiro à feijoada, há, garante Scofano, “um mundo de harmonizações a descobrir”.
O diário português decidiu então regressar a uma das histórias publicadas na Fugas (edição de 3/5) no âmbito do Ano Grande do Brasil no PÚBLICO (série de trabalhos que têm sido feitos desde o início do ano, altura em que seis jornalistas percorreram o país): uma entrevista da jornalista Alexandra Prado Coelho ao eco-chef e especialista em azeites Marcelo Scofano. E o desafio foi pôr em prática o título desse artigo: “Vamos temperar frutas tropicais com azeite?”.
A nova entrevista, desta vez ao vivo no Parque da Bola foi, segundo os organizadores do GLOBO, o evento mais concorrido de todos os que tinham organizado até àquele dia no local. Na assistência estavam vários chefscariocas, entre os quais Rafa Costa e Silva, que abriu há três meses aquele que é neste momento o restaurante mais falado da cidade, o Lasai, Kátia Barbosa e Bia Lopes, do Aconchego Carioca, Ana Ribeiro, do grupo de eco-chefs do Instituto Maniva, e Teresa Corção, do restaurante O Navegador e fundadora do Maniva, e ainda o músico brasileiro Eduardo Dusek.
Toda a assistência provou pedacinhos de frutas tropicais, manga e abacaxi, temperados com azeite Casa de Santo Amaro (houve também a oportunidade de experimentar outros azeites com pão), enquanto Marcelo Scofano, em conversa com a jornalista do PÚBLICO, explicava que, para além do sabor interessante que se consegue com esta mistura inesperada, há também benefícios para a saúde, sobretudo no caso dos diabéticos.
Segundo o especialista — que apresentou azeites do Alentejo, Ribatejo, de Trás-os-Montes e um dos novos azeites da marca Gallo, todos eles já à venda no país —, no Brasil o azeite “é ainda muito subutilizado: o brasileiro consome apenas 0,3 litros per capita por ano, abaixo da média mundial, que é 0,4 litros”. Comparado com os grandes consumidores mundiais, a diferença é enorme: os gregos consomem 20 litros per capita, os italianos e espanhóis 13, os portugueses 10 litros. Mas Marcelo Scofano está convencido de que o consumo do azeite vai aumentar muito, e rapidamente, entre os consumidores brasileiros.
O seu trabalho — e o que fez mais uma vez nesta entrevista ao vivo que, no final, teve várias perguntas vindas da assistência — é explicar como se deve comprar, utilizar e guardar o azeite. “Vivemos um tempo de abundância do alimento mas o tempo de maior privação sensorial da nossa história”, disse, defendendo que o azeite pode ajudar-nos a desenvolver mais as nossas capacidades sensoriais, e a apreciar nuances até aqui desconhecidas para muitos.
“A degustação do azeite não é muito fácil, porque azeite não se bebe, come-se, e a degustação é feita no encontro com as enzimas do alimento”, explicou. “Em primeiro lugar, cheirando, temos que encontrar as notas de frutado. Atenção, porque a cor não é um indicador de qualidade do azeite, ele pode ser mais verde ou mais amarelo, e devemos ignorar também o índice de acidez, que não interfere em nada com o sabor. A complexidade do azeite faz-se na harmonização de três características, o frutado, o amargo e o picante.”
Scofano chamou ainda a atenção para o facto de as altas temperaturas que existem praticamente todo o ano no Brasil obrigarem a cuidados especiais. “A melhor forma de conservar azeites é entre os 18 e os 20 graus. Se compramos uma garrafa no azeite de Verão carioca temos que consumi-la o mais rápido possível. A geladeira não é o sítio indicado para a guardar. A luz, o oxigénio e o calor são os três grandes inimigos do azeite.”
Quanto a utilizações na cozinha, defendeu que pode ser usado em praticamente tudo. “O brasileiro acha que azeite é para salada e pizzas, mas podemos fritar, refogar, confitar.” Lembrando que o Brasil é “o maior produtor de óleo de sementes do mundo, com um óleo refinado de um custo muito baixo”, disse que isto ajuda a explicar por que é que na cozinha se usa sobretudo estes óleos, e desmistificou a ideia de que o azeite não é indicado para cozinhar.
Algumas das suas propostas, reconhece, são polémicas. Uma delas foi que no churrasco gaúcho se passasse a carne por azeite cru antes de a colocar nas brasas. O resultado é bom, garante, mas os gaúchos respondem logo “não mexe no meu assado!”. Mas desde o brigadeiro à feijoada, há, garante Scofano, “um mundo de harmonizações a descobrir”.
CARM vence «Ouro», «Prata» e «Bronze» no Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra
fonte: http://diariodigital.sapo.pt
O Azeite CARM Premium venceu o «Ouro» na categoria dos azeites com D.O./I.G.[1] e na categoria Azeite Frutado Verde. O Azeite CARM Grande Escolha venceu o «Bronze» na categoria dos azeites D.O./I.G. e «Prata» na categoria Azeite Frutado Verde Intenso. A Casa Agrícola Roboredo Madeira foi ainda distinguida com a medalha de «ouro» na categoria Azeite Modo de Produção Biológico.
Filipe Roboredo Madeira, administrador da CARM e responsável pela área dos azeites na empresa, falou com entusiasmo sobre os prémios deste concurso: «Os azeites CARM têm acumulado diversas distinções de relevo a nível internacional e estas distinções nacionais, relativa à produção de 2013, vêm cimentar a posição da CARM como um dos melhores produtores de azeite Português a nível nacional e internacional. Este é um reconhecimento que nos enche de orgulho e que nos faz continuar no caminho da qualidade do produto final, tendo em vista, sempre, toda a nossa filosofia de produção biológica e tradicional.»
Estiveram em prova 147 azeites portugueses, que foram avaliados em prova cega por 38 provadores de Portugal, Espanha, Brasil, e Chile. Os prémios – Medalha de Ouro, Prata e Bronze - foram divididos por categorias mas existe um prémio global - Medalha Prestígio - para o azeite mais pontuados do concurso.
O Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra decorreu no âmbito da Feira Nacional de Agricultura, e é resultado da organização conjunta do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo – CEPAAL, do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas e da Confederação dos Agricultores de Portugal.
Toda a lista de medalhas e prémios em www.concursonacionaldeazeite.pt
A nível internacional, os azeites da Casa Agrícola Roboredo Madeira (CARM) foram premiados com sete medalhas «Ouro» e uma medalha de «Prata» nos mais prestigiados concursos da área dos azeites a nível internacional – Los Angeles Country Fair, Olive Japan 2014, Concurso Mário Solinas do Conselho Oleícola Internacional, New York Olive Oil Contest do New York International Olive Oil Competition (NYIOOC) e por fim o BIOL Prize em Itália.
Sobre a CARM
Possuindo uma forte ligação à terra do Douro Superior, a CARM transforma, fundamentalmente, a matéria-prima das suas Quintas, (cerca de 125 h de vinhas, 220 h de olivais e 60 h de amendoais em regime de produção biológica), bem como a de uns poucos produtores selecionados a quem presta assessoria técnica.
Os azeites são produzidos e engarrafados no sofisticado lagar ecológico, onde a tecnologia se encontra com a tradição dos ancestrais moinhos de pedras. Todos os resíduos são reciclados por compostagem e reintroduzidos na natureza, melhorando a estrutura e fertilidade dos solos da exploração.
As uvas são vinificadas e o vinho estagiado e engarrafado na moderna adega, onde o mais moderno equipamento coexiste com a pisa em lagar. A CARM criou também uma gama «gourmet», além do vinagre e do mel biológico. Todos os produtos são comercializados diretamente a partir da sede, em Almendra.
Toda a atividade da CARM tem como base a procura da mais alta qualidade, a paixão pela terra e o respeito pela natureza, já que a família Roboredo Madeira pratica, na sua exploração, agricultura biológica desde 1994.
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