quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Produtores de azeitona do sul de MG estão otimistas com a colheita

Previsão é de uma produção bem superior à da safra passada.
Produtores estão satisfeitos com o preço pago pelo azeite.

A colheita é feita entre os meses de janeiro e abril, dependendo da região e do amadurecimento das azeitonas. No sul de Minas Gerais, a colheita é toda manual.
Newton Kraemer Litwinski cultiva oliveiras orgânicas desde 2008. São 4500 plantas em uma área de 10 hectares em Delfim Moreira. Quatro variedades são cultivadas em uma altitude que varia de 1100 a 1400 metros.
Em Maria da Fé, a colheita também já começou. Na fazenda experimental da Epamig, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, as oliveiras são maiores e é preciso utilizar até uma escada.
De acordo com a Associação dos Produtores de Oliveiras, a região sul de Minas tem hoje cerca de 70 produtores de azeitonas. A região tem sido favorável para a cultura, tanto que a expectativa é triplicar a produção do ano passado. Em 2012, 25 toneladas de azeitonas foram produzidas, já neste ano a previsão é de 80 toneladas.
Cerca de 95% da colheita são usados na produção de azeite, que neste ano deve chegar a 10 mil litros. O produtor tem recebido em média R$ 140 pelo litro do azeite.
Nilton Caetano de Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Oliveira, a Assoolive, fala sobre o mercado e a produção. Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Os cinco principais erros históricos sobre a colheita da azeitona

1. Embora mais tarde é a colheita da azeitona, mais desempenho e, portanto, ele vai obter mais petróleo: FALSO.
O azeite gera moléculas (lipogénese) entre julho e novembro na maioria das variedades, depois de uma queda de umidade no fruto que efetivamente aumenta o desempenho em piso molhado, mas não a quantidade de óleo sobre a matéria seca produzida. Ou seja, os quilos de óleo em um determinado pico fazenda em um determinado (e não além do final de novembro) e, em seguida, apenas mudanças na umidade e perda de qualidade do suco são produzidos agora. Dois. A força de retenção da oliveira diminui ao longo do tempo, por isso, se atrasar a colheita será menor o custo da recolha: FALSO. É verdade que a força de retenção diminui com o aumento da maturidade do fruto, mas por essa mesma razão da azeitona cai no chão antes de ser recolhida a ser mais expostos a condições meteorológicas desfavoráveis ​​(geadas, vendavais, etc) que causam a sua própria queda e perda de qualidade inquestionável, para além do aumento do custo de recolha. Assim, não é verdade que, se a apanha da azeitona na maturidade tardia economicamente mais favorável. Três. Separada do solo e da azeitona de vôo é um trabalho adicional, por isso é mais barato pegar fábrica mista: FALSO. O solo da oliveira e, inevitavelmente, recolhidos separadamente e, portanto, são os que misturam a posteriori. Não envolve custos extras manter separado até que ele atinja a usina, é só uma questão de organizar reboques e transportá-lo. Quarto. A qualidade não é pago e ainda não faz sentido considerar este critério para fixar o tempo de coleta: FALSO. cavalo de batalha na luta pela qualidade é o preço final do produto. Foi e está argumentando que muitos agricultores não prestou a qualidade do óleo não vale a pena o esforço para trazer mais saudável e mais cedo para lagares de azeite. Mas isso não é assim. Pioneira municípios em separar solo e em voo, reunindo a máxima de maturação ou de pragas como a mosca e ver seus esforços recompensados ​​em reconhecimento dos seus óleos e o preço final dos mesmos. Consumo preferidos como refino de petróleo e virgem cooperativas ou oferta privada virgem extra e mais presente virgem, mais de sua adega pode oferecer diretamente para o mercado e, assim, ganhar maior margem. Quinto. Colheita da azeitona tarde não tem influência sobre a próxima safra: FALSO. E este único argumento pode justificar economicamente a colheita da azeitona em sua maturidade ideal como é mostrado que a principal causa da alternância de produção é a manutenção do fruto da árvore mais do que o aconselhável. Sim, a indução floral da próxima safra ocorre nos primeiros meses do ano e, portanto, a manutenção da oliveira faz com que os mecanismos de regulação da planta optar por induzir mais gemas vegetativas em flor. Em termos coloquiais, podemos dizer que "se a corrida se estende a produção de azeite, tornando-se mais esgotado a próxima linha de saída." Isso influencia fortemente a próxima colheita diminui sensivelmente para atrasar o formulário de coleta. E por todas essas razões, recomendamos que a colheita da azeitona ao lagar apresentar no veraison ou descoloração da fruta, e, portanto, ao contrário do tradicionalmente se pensava, ser mais rentável e contribuir para o sumo de azeitona qualidade final maior. Esse homem deveria ter compreendido e foi bem sucedido hoje seus óleos são reconhecidos pelos mercados e que é ainda mais convincente, os seus custos não são necessariamente a envelhecer e também diminuir a sua vecería.

ONU ressalta o ecossistema da serra da Mantiqueira

A Serra da Mantiqueira é considerada um dos mais importantes ecossistemas brasileiros e figura na lista das Reservas da Biosfera da ONU (Organização das Nações Unidas). O grande desafio é como preservar as matas remanescentes do processo de ocupação e, ao mesmo tempo, permitir o desenvolvimento dos municípios encravados em suas montanhas.
A Serra da Mantiqueira é considerada um dos mais importantes ecossistemas brasileiros e figura na lista das Reservas da Biosfera da ONU (Organização das Nações Unidas). O grande desafio é como preservar as matas remanescentes do processo de ocupação e, ao mesmo tempo, permitir o desenvolvimento dos municípios encravados em suas montanhas.
Em sua face paulista, a serra apresenta os mais altos picos da cordilheira, com altitudes acima de 1.900 metros, o que faz com que a Mantiqueira seja considerada um dos principais 'points' para o turismo de aventura, para a prática de escaladas e de outros esportes radicais como vôo de asa delta e paraglider.
No entanto, a grande riqueza da região está mesmo na vegetação e nas milhares de nascentes que deram origem ao nome da serra e que alimentam importantes bacias hidrográficas.
A porção da mata atlântica localizada na Mantiqueira, especialmente na região denominada de Planalto de Campos do Jordão, que abriga os municípios de Campos, São Bento do Sapucaí e Santo Antonio do Pinhal, possui imensas florestas naturais, com destaque para as últimas reservas de araucárias, o pinheiro brasileiro, de São Paulo.
As florestas de araucárias guardam em seu interior rica biodiversidade. Segundo os dados apurados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente para a obra 'Mantiqueira - Castelo das Águas', foram identificadas 352 espécies de plantas, das quais 13% endêmicas, ou seja, típicas da região.
O levantamento aponta que Campos concentra a maior parte de matas contínuas, com destaque para o Parque Estadual onde estão os bosques de araucárias. Em São Bento e Santo Antonio, há áreas de matas contínuas, mas também fragmentada, entrecortada por áreas de pastagens.
O Instituto Florestal identificou que os três municípios possuem 12.716 hectares de matas, 9.852 hectares de capoeiras e 6.597 hectares de reflorestamento, sobretudo de pinus.
SILVESTRE - A diversidade da vida silvestre é outra riqueza das montanhas da Mantiqueira. O livro revela que é possível encontrar animais de pequeno e grande porte no interior das matas.
Destacam-se queixadas, veados-campeiro, lobos guará, esquilos, jaguatiricas e a onça parda, além de ouriços, macacos monocarvoeiros, pacas, e aves como gavião, araponga, inhambus, jaçanãs, tucanos, canários, maritacas, pica-paus e gralhas azuis.
Foram catalogadas 178 espécies de aves, muitas ameaçadas de extinção, como o papagaio-de-peito roxo, uma raridade da serra.
Em suas vertentes, encostas e vales, a Mantiqueira apresenta milhares de nascentes. A sua bacia hidrográfica possui 54 importantes córregos e riachos que serpenteiam as montanhas em direção às bacias do Paraíba do Sul e do Rio Grande, em Minas Gerais, um dos formadores do rio Paraná e da bacia do rio da Prata.
"A preservação dessa riqueza é muito importante para a qualidade de vida da região", afirma o secretário-executivo da Bacia Hidrográfica da Mantiqueira, Nazareno Mostarda Neto.
Para a Secretaria do Meio Ambiente e também para os municípios, a adoção de um plano gestor que fixe regras claras sobre como usar bem o potencial da serra, sem degradar a natureza, é fundamental para a conservação da Mantiqueira paulista.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Plantio de oliveiras ganha atenção no Sudeste e no Sul

O plantio de oliveiras dá os primeiros passos no Sul e no Sudeste e engatinha no Paraná. Mas os especialistas garantem: o clima ameno aliado à terra fértil pode tornar o estado um dos grandes produtores de azeite de oliva, ao lado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
A olivicultura comercial chegou ao Brasil no século 19. Em 2008, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) começou a engarrafar óleo. Essa foi, segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador do órgão Luiz Fernando de Oliveira, a primeira extração genuinamente brasileira.
No Paraná, três unidades de observação já foram implantadas em Salto do Lontra (Sudoeste), Ribeirão Claro (Norte Pioneiro) e Colombo (região de Curitiba), conta o agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Enilton Coutinho. “Os plantios são recentes, com poucas covas, mas os resultados já se mostram promissores”, avalia.
A Embrapa faz um trabalho de zoneamento agroclimático desde 2006, para coordenar quais são as melhores espécies a serem cultivadas nas áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e, agora, no Paraná.
“Olivas gostam de clima frio e solo fértil e isso o Paraná tem de sobra”, afirma Coutinho. “Basta estudar e investir”, confirma Oliveira.
O comerciante Arley José Luize, 59 anos, resolveu investir na olivicultura em 24 hectares localizados em Mandaguaçu, na região de Maringá. Depois de pesquisar, ele trabalhou a terra e há três anos vem assentando mudas. Até agora, são 5 mil oliveiras. Ele relata que falta orientação técnica no estado e que a aposta exige determinação.
O consumo de azeite ganha escala no Brasil. De acordo com dados do Conselho Oleícola Internacional, o país importa cerca de 70 mil toneladas do alimento anualmente. O brasileiro consome duas vezes e meia o volume de cinco anos atrás, de acordo com a Embrapa Clima Temperado. O aumento supera a expansão na demanda mundial, que teria sido de 4% no período.
“Ainda importamos 100% do consumo. Seriam necessários, pelo menos, 50 mil hectares para atender a demanda do nosso país”, calcula o pesquisador Coutinho. O Sul e o Sudeste têm cerca de 1.500 hectares plantados, estima.
A rentabilidade da atividade, de acordo Oliveira, após o quarto ano do plantio, pode chegar a R$ 20 por hectare. O investimento também é considerável – em torno de R$ 4 mil/ha. O cultivo exige conhecimento da adubação ao processamento das azeitonas, que deve ser feito logo após a colheita.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ArteOliva pioneiro na proteção contra EVOO luz, aplaude as novas regras comunitárias

E recebe da UE a partir de 2014 exige a necessidade de informar os consumidores de forma clara e precisa sobre a forma de conservar o óleo

Olimerca -. ArteOliva cordobesa A empresa recebe os técnicos da Comissão Europeia estabeleceram regras mais rigorosas, que entrarão em vigor em Dezembro de 2014, em relação à rotulagem de embalagens de azeite de oliva. Assim destaques ArteOliva entre as novas diretrizes que devem ser os consumidores informando clara e precisa sobre a forma de conservar o petróleo, indicando que o pacote deve ser mantido longe da luz e calor, para manter a qualidade do produto.
Por muitos anos, os produtores sabem que os piores inimigos para manter azeite são luz, ar e calor. Surpreendente que o consumidor não tem consciência de que uma embalagem cientificamente inadequada, errada ou armazenamento inadequado manipulação prejudicial, rapidez e severidade, a qualidade do azeite e, conseqüentemente, seus valores organolépticas (aroma, sabor, cor ...) , nutrição e saúde.
A necessidade de proteger o óleo da luz, do ar e do calor, é mais premente no caso do azeite de oliva extra virgem, que é o que, realmente, fornece valores nutricionais e de saúde na dieta humana. Então ArteOliva, distanciou-se da prática dominante no setor de produção, e desafiou a inércia de um mercado maduro e introduzido em 1999 como uma inovação absoluta global, azeite extra-virgem de alta qualidade embalado em embalagem tetra -brik, 100% opaca e vácuo.
Posteriormente, em 2003, ArteOliva introduz uma série de melhorias para o recipiente de tetra-prisma usando uma atmosfera inerte que exclui oxigênio e tem uma tampa de gotejamento, que aumenta o seu conforto.
Portanto, a partir ArteOliva argumentam que a maioria dos empacotadores devem tomar nota e antecipar os consumidores oferecendo seus produtos em embalagens que realmente protege o óleo da luz e do ar, deixando a responsabilidade de proteger os consumidores da medida do possível, o calor.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Brasil aumentou suas compras de azeite em 5%

E chegando a 74.874 toneladas, com destaque para o aumento das compras de azeites virgens
Olimerca -. Oliva no mercado brasileiro se ganha tração. De acordo com o último relatório do Conselho Oleícola Internacional, as importações de óleo de bagaço de azeitona e azeite na campanha 2012/13 tem mostrado aumento de 5%, atingindo os 74.874 toneladas da temporada anterior.
Por países, os maiores volumes que entraram no país vieram de países europeus, por 88%, com Portugal o país que o volume exportado para o Brasil, com mais de 46.800 toneladas, 57% do total das importações, seguido pela Espanha, com 18.485 toneladas , 25% do mercado, seguida pela Itália, com 4.637 toneladas e 314 toneladas Grécia.
Os restantes 12% vem da vizinha Argentina, com um volume de exportação de 6.578 toneladas, e, em menor medida, no Chile e em outros países.
De acordo com um relatório do COI durante os últimos cinco temporadas Portugal posicionou-se como o principal fornecedor de óleo de bagaço de azeitona e azeite Brasil, colocando-o com uma quota de 57% do mercado.
Notavelmente, mais de 75% das exportações portuguesas fora da UE estão destinados para o Brasil. Entre 2008/09 e 2012/13 do total das importações totalizaram 30.358 toneladas, resultando em incrementos de 70%.
Para graus de azeite do mercado brasileiro evoluiu para categorias de maior qualidade. Se o 2002/03, 39% das importações foram os óleos virgens (costumes rubrica 150910) e 61% de azeite estava indo 150990, na campanha 2012/13 de 73% das importações de petróleo são virgens, 25% eram de azeite e apenas 2% foram de óleo de bagaço de azeitona.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A frutificação da planta sagrada

Depois de várias tentativas sem sucesso, o Brasil
busca desenvolver a produção de azeitonas.
Um grupo de técnicos da Apta participa do projeto

Em São Paulo, há cultivo em
cidades na divisa com Minas
Gerais, próximas ao circuito paulista
das águas e na região da
Serra da Mantiqueira. Mas a produção
de azeite ainda é incipiente,
restrita e sem apelo comercial. A pesquisadora
e agrônoma da Agência Paulista
de Tecnologia dos Agronegócios
(Apta), Edna Bertoncini, conta que atualmente
o Brasil se encontra na quarta ou
quinta onda da oliveira. Prova disso é que
ela recebe três a quatro consultas por
semana, de “pessoas interessadas em
novos investimentos”.
Edna coordena o Projeto Oliva SP,
criado em 2009, para atender ao número
elevado de solicitações que chegavam à
Secretaria Estadual de Agricultura e
Abastecimento, de informações sobre o
plantio da azeitona no Estado. “Resolvemos,
então, juntar um grupo de especialistas
de vários órgãos da secretaria e
também de fora”. Hoje, o projeto da Apta
tem parceria técnica dos institutos Agronômico
de Campinas (IAC), Biológico e
de Tecnologia de Alimentos (Ital); de entidades
de outros Estados; e até de uma
agência italiana de alimentos, a Issam.
Sabor e produção – Atualmente,
o grupo se divide em várias áreas de pesquisas
sobre a cultura da oliveira, como
solos e nutrição, doenças, pragas, manejo
e poda, fitoquímica (análise da planta
para outras finalidades que não alimentares),
extração e qualidade, climatologia,
economia e mercado e futuramente
a área de genética. “Nós prestamos assistência
ao produtor em todas as etapas,
da preparação da terra até a colheita dos
frutos e acompanhamos a evolução das
oliveiras”, frisa Edna.
A Apta também promove eventos
sobre o azeite, derivado mais nobre do
famoso fruto da oliveira. Já realizou três
cursos sobre degustação do produto. O
último ocorreu em outubro, com a presença
de Ugo Testa, especialista italiano
da Issam. O encontro abordou a produção
de oliveiras, colheita, extração, conservação
do azeite e degustação para escolha
dos melhores produtos, como é feito na
indústria. “Queremos ajudar no controle
de qualidade do azeite vendido no Brasil,
100% importado, e com características
às vezes distintas daquelas descritas nos
rótulos”, avalia.
A pesquisadora explica que o azeite de
oliva é classificado de três formas: extravirgem,
virgem e lampante. O primeiro
se aproxima da perfeição, sem defeito e
com as três principais qualidades: frutado
(odor de azeitona), amargo (alta taxa de
polifenóis, bom para o coração) e picante.
O segundo apresenta um dos seguintes
defeitos: rançoso, acético (odor de vinagre),
mofado, gosto de terra e com cheiro de azeitona
em conserva. Já o lampante tem uma
série dos defeitos acima, ou todos, e precisa
ser refinado para consumo. Todo azeite é
obtido pela prensagem da azeitona com
caroço e sempre a frio.
Luz e calor afetam o produto, informa
Edna. O azeite pode sair de seu local de
origem perfeito e no caminho perder uma
ou mais qualidades. No Brasil, pode ser
misturado ou passar por outras artimanhas
comerciais. Além disso, depende da qualidade
da azeitona, que precisa ser moída até
24 horas após a colheita. “E quanto mais
novo, melhor será o azeite.”

Um quarto lugar – A agrônoma

 
 
Juliana Rolim Teramoto, do IAC, que também
atua no Oliva SP, informa que a participação
brasileira no plantio de azeitona
em 2010 no Mercosul foi um ínfimo
quarto lugar, com apenas 1 tonelada. A
Argentina produziu 165 mil t; Chile, 58
mil t; e Uruguai, 6,5 mil t. Na Comunidade
Europeia, a liderança tranquila é da
Espanha, com 8 milhões t no mesmo ano,
vindo a seguir Itália (3 milhões t), Grécia
(cerca de 2 milhões t) e Portugal, com
menos de 1 milhão t.
Em azeite de oliva, a produção mundial
no biênio 2010/11 apontou pela ordem
crescente – Espanha, Itália, Grécia, Síria,
Turquia, Marrocos, Tunísia e Portugal.
Todos os dados são da FAO/ONU. Juliana
fez um longo trabalho de pesquisa intitulado
Mercado dos Produtos da Oliveira e
os Desafios Brasileiros, junto com Edna e
Angélica Prela-Pantano, do IAC. O artigo
 
 
está disponível no site da Apta (www.apta. 
sp.gov.br/oliva).




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Produção de azeite de oliva cresce e mercado mundial aposta no Brasil

A produção de azeitonas de mesa e de azeite de oliva, após forte queda na safra 2012/13, volta a se recuperar.
E os produtores mundiais estão de olho no Brasil, um mercado que tem dado bom fôlego ao setor. A produção mundial de azeite de oliva deverá atingir 3,2 milhões de toneladas em 2013/14, um volume 14% maior do que em igual período anterior.
Os dados são do IOC (conselho internacional do setor), que aponta, ainda, uma produção de 2,5 milhões de toneladas de azeitonas de mesa.
A Espanha, após uma perda de 62% na produção de azeite na safra passada (outubro de 2012 a setembro de 2013), devido ao clima desfavorável, liderará a produção de azeite, somando 1,5 milhão de toneladas na próxima.
A União Europeia liderará a produção de azeitonas, com 700 mil toneladas -500 mil sairão da Espanha.
Segundo o conselho mundial dos produtores, o Brasil se posiciona bem nesse mercado como importador. A compra de azeitona deverá crescer 13%; a de azeite, 2% na safra que se encerra.
Os espanhóis são os grandes beneficiados pelas importações brasileiras, devido ao aumento de 19% das compras do Brasil. Em valores, a alta foi de 42% neste ano.
Os dados do IOC indicam que as importações brasileiras somam 99 mil toneladas de azeitonas nos 11 meses da safra de 2012/13.
O Brasil acumulará compras de 105 mil toneladas em 2012/13, o que o coloca atrás apenas dos EUA, os líderes isolados -não incluídos os países da União Europeia.
O IOC aponta, ainda, que o Brasil importou 69 mil toneladas de azeite de outubro de 2012 a agosto, o que coloca o país também na lista dos principais importadores.
Na América do Sul, a liderança de produção de azeitona é da Argentina, com 140 mil toneladas, vindo a seguir Peru (80 mil) e Chile (34 mil).
Busca interna
Os produtores brasileiros também tentam entrar nesse mercado, mas as exigências climáticas das lavouras reservam poucas áreas do pais à olivicultura.
O Brasil tem hoje 2.000 hectares plantados, metade deles na serra da Mantiqueira, conforme estimativas de Nílton Caetano de Oliveira, presidente da Assoolive (Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira) e consultor em olivicultura.
Oliveira diz que o país tem 1 milhão de plantas, 50% delas na fase de dois a três anos. A planta começa a produzir de quatro a cinco anos.
Quando toda essa lavoura plantada entrar em estágio produtivo, o país terá pelo menos 2% da necessidade do consumo abastecido por produção interna.
A olivicultura cresce 20% ao ano no Brasil e atrai produtores não tradicionais à agricultura, como empresários de diversas áreas.
O produtor que decidir por essa cultura investirá R$ 10 mil iniciais por hectare e mais R$ 10 mil até que a planta entre na fase produtiva.
Para o consultor, o investimento compensa porque a produção é de mil litros por hectare, e o azeite é vendido por R$ 50 por litro. No ano passado, esteve a R$ 100.

Procon-RJ proíbe a venda e retira de supermercados azeite com propaganda enganosa


 A Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), através do Procon-RJ, instaurou nesta segunda-feira, 11 de novembro, Processo Administrativo determinando que as redes de supermercados Mundial, Prezunic, Guanabara e Grupo Pão de Açúcar (supermercados Pão de Açúcar, Extra e Assaí) suspendam em todo o estado a venda dos azeites das marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta D'Almeida e Vila Real. Esses azeites não são do tipo virgem e sim lampante, cuja qualidade é inferior.As filiais das redes devem devolver os produtos a seus fabricantes.

Em outro caso, o processo também estabelece que essas redes de supermercado fixem cartazes nas prateleiras de azeites de outras marcas informando que, ao contrário do que é descrito nos rótulos de suas embalagens, os produtos não são extravirgens e sim virgens. São azeite das marcas Beirão, Borges, Carbonell, Gallo, La Española, Pramesa e Serrata.

Operação Capitu

Agentes do Procon-RJ percorreram nesta segunda-feira filiais dos supermercados em questão para notificá-los e averiguar o cumprimento do que determina o processo, em fiscalização da Operação Capitu. Eles também estiveram em estabelecimentos de outras redes - Intercontinental, Supermarket, Zona Sul, Mega Box e Ultra -, que colocaram o cartaz informando o real tipo de azeite e retiraram das prateleiras aqueles cujos rótulos apresentavam informação errada.

Quarenta e um supermercados foram vistoriados e todos fixaram o cartaz nas prateleiras dos azeites enganosamente definidos como extravirgens. O azeite da Quinta D'Almeida foi retirado das prateleiras em nove supermercados, e as unidades do azeite Figueira da Foz tiveram de ser recolhidas recolhidas em quatro deles. A operação prossegue nesta terça-feira, 12 de novembro, em outros supermercados localizados na cidade do Rio, na Baixada, em Niterói, e São Gonçalo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Teste da Proteste indica que as marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados

A Proteste - Associação de Consumidores testou 19 marcas de azeite extravirgem e constatou que quatro (Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real) não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados. Menos da metade dos produtos avaliados, apenas oito, apresentam qualidade de extravirgem. São eles: Olivas do Sul, Carrefour, Cardeal, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor, Qualitá. Os outros sete (Borges, Carbonell, Beirão, Gallo, La Espanhola, Pramesa e Serrata) são apenas virgens. Dos quatro testes que a entidade já realizou com esse produto, este foi o com o maior número de fraudes contra o consumidor.
As propriedades antioxidantes do azeite de oliva são o principal atrativo do produto, devido ao efeito benéfico à saúde. Mas para que o azeite mantenha suas características, é importante que ele não seja misturado a outras substâncias. Os quatro produtos declassificados pela entidade são, na verdade, uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. Em diversos parâmetros de análise, essas marcas apresentaram valores que não estão de acordo com a legislação vigente. Os testes realizados indicaram que os produtos não só apresentam falta de qualidade, como também apontaram a adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza a fraude.
Outros sete não chegam a cometer fraude como esses, mas também não podem ser vendidos como extravirgens. A entidade ressalta que o consumidor paga mais caro, acreditando estar comprando o melhor tipo de azeite e leva para casa um produto de qualidade inferior.
É considerado fraude o produto vendido fora das especificações estabelecidas por lei. Para as análises, foram considerados parâmetros físico-químicos para detectar possíveis adulterações: espectrofotometria (presença de óleos refinados); quantidade de ceras, estigmastadieno, eritrodiol e uvaol (adição de óleos obtidos por extração com solventes); composição em ácidos graxos e esteróis (adição e identificação de outros óleos e gorduras); isômeros transoleicos, translinoleicos, translinolênicos e ECN42 (adição de outras gorduras vegetais).
A entidade vai notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo fiscalização mais eficiente. Nos três testes anteriores foram detectados problemas. Em 2002, foram avaliados os virgens tradicionais e foi encontrada fraude. Em 2007, a situação se repetiu com os extravirgens. Em 2009, uma marca que dizia ser extravirgem não correspondia à classificação. Para a Proteste, isso demonstra que os fabricantes ainda não são alvos da fiscalização necessária.
A importadora da marca Quinta D´Aldeia, a Sales, informou que foi notificada pela Proteste no último dia 4 e está buscando esclarecer "estas divergências" junto à entidade. A empresa também garantiu que o lote 80, utilizado pela Proteste para os testes, "encontra-se em consonância com a legislação, conforme laudo elaborado a pedido da empresa, razão pela qual se faz necessário analisar o suposto laudo na qual a reportagem se baseia". Disse, ainda, que está à disposição para realizar contraprova para comprovar o resultado do teste da entidade.
A Angel, importadora da Vila Real, e a importadora da Figueira da Foz ainda não retornaram o contato da reportagem. A outra marca desclassificada não teve representante localizado pela reportagem.
A Carbonell informou que todos os lotes de produtos da marca são submetidos a um rigoroso controle de qualidade dos laboratórios do governo da Espanha credenciados e exigidos pelo Brasil. "Esses laboratórios certificam que os produtos cumprem todas as normas de qualidade brasileiras", complementou em nota. A empresa informa, ainda, que realizou na Espanha uma contraprova em amostra do mesmo lote analisado pelo teste e constatou que as características do azeite correspondem a um produto extravirgem "da mais alta qualidade".